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Por que voltamos a realizar as viagens em tempos de pandemia?

 

Muitos podem nos julgar como uma empresa irresponsável, ambiciosa financeiramente ou, até mesmo, nos apontar de estarmos colocando vidas em risco. Porém, eu, Tábata Elias, responsável pela TataTur, venho relatar o principal motivo que me fez retornar a realizar viagens durante a pandemia em que a única maneira de estar 100% prevenido é mantendo-se 100% isolado., sendo assim, alguém acredita que estar totalmente seguro?

 

Há cerca de 4 anos, fundei minha empresa por gostar muito de estar com pessoas e amar viajar. Me aposentei da minha carreira de enfermagem, na qual eu cuidava de pessoas no final de suas vidas, e ingressei no turismo com a cara e a coragem.

 

Nesse curto tempo aprendi muito, em cada viagem realizada e principalmente com pessoas que cruzaram o meu caminho. Viajei muitos quilômetros e conheci muita gente. Durante todo o meu aprendizado me fortaleci através dos meus defeitos, críticas e julgamentos dos outros, errando e acertando, caindo e levantando a cada dia com muita positividade, fé e persistência. Assim, cheguei até aqui. Hoje a TataTur é reconhecida no mercado e recomendada como uma empresa honesta, respeitada e inspiradora que exerce um trabalho com qualidade e segurança. Transmite amor e alegria para a vida de muitas pessoas, levando a oportunidade de se viver o melhor da vida, isto é, proporcionar prazer a si próprio!

 

Compartilharei duas situações que me fizeram refletir muito durante a quarentena. Sempre que lançamos uma viagem para a cidade do Rio de Janeiro recebemos críticas e comentários de pessoas aterrorizadas porque vamos visitar uma cidade violenta colocando a vida das pessoas em risco. Piadas como “O pacote inclui colete balístico?”. Outros comentam “é meu sonho, mas não tenho coragem” ou “Bem que eu adoraria, mas tenho medo!”.

 

Há um ano conheci uma linda senhora aposentada, aos 68 anos fazia passeios curtos conosco e em uma conversa me disse que o sonho da sua vida era conhecer o Cristo Redentor, porém ela tinha muito medo e os filhos não deixavam, pois consideravam muito perigoso. Após ela me contar seu sonho fiz cinco viagens para o Rio de Janeiro com visita no Cristo Redentor, em todas elas eu a convidei, mas infelizmente ela não foi, pois o medo de ser atingida por uma bala perdida era maior.
Então, de repente, chegou algo mais perigoso que uma bala perdida, o Covid-19. Ela ficou totalmente isolada desde o início da quarentena, sem ao menos sair no portão. Mesmo assim, o vírus a encontrou, provavelmente por meio de pessoas que precisavam ir até ela para que se mantivesse isolada. Chegou o tempo dela, ela morreu de forma triste e sofrida, pior, sem realizar seu maior sonho. Foi pega dentro da sua própria casa por um inimigo invisível. Minha última imagem dela foi vê-la recusando um convite com um triste olhar e sem coragem, deixando mais uma vez seu sonho para trás.

 

No ano passado conheci uma outra mulher inspiradora, ela havia perdido um de seus dois filhos recentemente e encontrou em nossas viagens uma forma de alegrar seu coração, fazer novas amizades e dar seguimento a sua vida com alegria e emoção. Ela ainda trabalhava e durante a pandemia e seguiu o seu trabalho normalmente. No domingo de Páscoa, durante a quarentena, recebi a triste notícia que ela havia falecido. Foi muito triste, mas ela não morreu de Covid-19, simplesmente acordou, levantou da sua cama e caiu dentro do seu próprio banheiro. Chegou o tempo dela. Foi um infarto fulminante, uma emoção mais forte que seu próprio coração, uma morte sem sofrimento. Minha última lembrança dela foi na viagem do Réveillon, uma linda foto dela brindando conosco com um lindo sorriso e muita emoção.

 

Não existe explicação para determinadas situações, mas a palavra de Deus nos dá a visão:
Lucas 12:7 – Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais.
Eclesiastes 3:1-2 – Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.

Após essa reflexão, cheguei mais uma vez à conclusão que não podemos desperdiçar momentos da vida, tudo passa muito rápido, o medo sempre existirá e a oportunidade de vencê-lo está dentro de você. Os riscos nos circulam o tempo todo e para morrer basta estar vivo.

Impedimentos, dificuldades e riscos sempre existirão, cada pessoa sabe das suas necessidades e prioridades. Algumas dependem da oportunidade de estar com outras pessoas para seguir caminhando, pois a vida não é igual para todos, mas para todos existe a oportunidade de ser feliz!

A pandemia fez algumas pessoas se isolarem da sociedade e outras encararem os riscos como um desafio diário. Os casos de Covid-19 aumentam a cada dia (isso é um fato), porém os casos de suicídio também multiplicaram de forma absurda, casos de depressão batendo recorde mundial e os casos de agressão domiciliar não param de crescer. Não sei quanto à você, mas muitas dessas pessoas precisam encarar transporte público lotado diariamente para manter seu próprio sustento, outras vivem sozinhas e precisam sair para ir à feira e ao supermercado e outras saem porque preferem se arriscar em sair prevenida do que ficar em casa dando espaço e lutando contra pensamentos negativos. Tudo depende da necessidade de cada um e cabe a nós, seres humanos, respeitar a necessidade e vontade do próximo.

 

Retornamos por amor, por carinho e em consideração à essas pessoas que contaram os dias para estar conosco, para receber um olhar e um sorriso carinhoso. Pessoas que necessitam de alegria, de uma palavra e do amor ao próximo. A responsabilidade da nossa empresa está em proporcionar toda a segurança possível e adequada durante cada viagem, seguir todos os protocolos respeitando as leis, transmitindo segurança, confiança e tranquilidade aos nossos clientes.

 

Algumas pessoas pensam “me arrisco para o trabalho porque é necessário, mas não vou me arriscar para um passeio?”. Ótimo, é uma decisão particular e precisa ser respeitada, enquanto outras pensam diferentemente “me arrisco para o trabalho porque é necessário, mas da mesma forma me arrisco por um passeio porque quero ser feliz!”, a qual também é uma decisão particular e precisa ser respeitada.

 

Estamos realizando um passeio por semana, passeios curtos com capacidade reduzida e valores reduzidos porque acreditamos que viajar é preciso. Isso significa que o financeiro não é o motivo do nosso retorno. Nosso propósito continua sendo alegrar a vida das pessoas.

 

Se você está bem em casa. Permaneça! #Ficaemcasa
Se você precisa de refúgio e companhia, estamos de braços abertos para te receber. Vêm com a gente! #tataturaretomada

 

Para quem tem medo, respeitem os que tem coragem; para quem tem coragem, respeitem os que tem medo. O respeito é uma atitude simples que pode se tornar incrível!

 

 

Atenciosamente,

Tábata Elias
Diretora da TataTur